Para muitos brasileiros, Bariloche é o primeiro contato com a neve, e Buenos Aires costuma ser a parada no meio do caminho. A cidade fica longe da capital: ao pé dos Andes, à beira do lago Nahuel Huapi, na província de Río Negro, já na Patagônia. Na prática a escolha é entre voar ou dedicar à estrada um dia inteiro, ou dois.
Avião
É o que quase todo mundo usa. Há muitos voos diários de Buenos Aires para o aeroporto de Bariloche, que fica a leste da cidade. A maioria sai do Aeroparque e alguns de Ezeiza. Se você chega do Brasil por Ezeiza e segue viagem pelo Aeroparque, reserve uma boa folga para a troca de aeroporto. Em algumas temporadas existem voos diretos do Brasil para Bariloche: vale conferir antes de montar o roteiro. Julho, auge do esqui, e janeiro e fevereiro são os meses mais cheios.
Ônibus
Os ônibus saem da rodoviária de Retiro e a viagem toma perto de um dia inteiro, com a noite a bordo. Num trajeto assim a categoria da poltrona pesa bastante. É a escolha de quem tem tempo, quer gastar menos ou não gosta de voar. A chegada é na rodoviária de Bariloche, de onde se segue de táxi ou ônibus urbano.
Trem
Não há trem direto saindo de Buenos Aires. Existe o Tren Patagónico, que atravessa a província de Río Negro entre Viedma, perto do litoral atlântico, e Bariloche, com poucas partidas. É um passeio para quem tem dias sobrando, não um meio prático de chegar. Confirme se está funcionando antes de contar com ele.
Carro
O caminho habitual cruza a província de Buenos Aires e a de La Pampa até a região de Neuquén e, dali, segue pela Ruta Nacional 237, que acompanha o rio Limay até a cordilheira. São trechos longos de estepe, com poucos postos e muito vento: abasteça sempre que puder e evite dirigir à noite. O sensato é dividir em dois dias. No inverno pode haver neve ou gelo perto das montanhas, algo com que o motorista brasileiro raramente está acostumado. Consulte a situação das estradas antes de sair.
Transfer privativo: quando sim e quando não
Para uma ou duas pessoas, voar é mais rápido e quase sempre mais lógico. Uma viagem por estrada com motorista faz sentido para uma família ou um grupo que quer ir junto com todo o equipamento, para quem leva animal de estimação ou para quem não pode voar. Ela é planejada com paradas e uma noite no caminho, e a disponibilidade é confirmada na reserva.
O mais comum é combinar. Em Buenos Aires levamos você ao Aeroparque ou a Ezeiza, com espaço para as malas de inverno. Em Bariloche organizamos o transfer do aeroporto ao hotel ou à estação de esqui.