Mendoza é a terra do Malbec e, para o viajante brasileiro, costuma entrar no roteiro junto com Buenos Aires. Só que as duas cidades ficam em lados opostos do país: Mendoza está ao pé dos Andes, na região de Cuyo, e entre elas se estende todo o pampa. Quase todo mundo vai de avião; o ônibus noturno e o carro são alternativas que pedem uma noite ou um dia inteiro de estrada.
Voar
Há muitos voos diários para o aeroporto de Mendoza, na borda norte da cidade. A maioria sai do Aeroparque e alguns de Ezeiza, por isso confira a passagem antes de pedir o transfer. É a escolha natural para quem tem poucos dias. Na época da vindima, no fim do verão, e nas férias de julho a procura aumenta e convém comprar com antecedência.
Ônibus noturno
Os ônibus saem da rodoviária de Retiro no fim da tarde ou à noite e chegam na manhã seguinte. A viagem é longa, mas dá para dormir, e você economiza uma diária. Compare as categorias de poltrona, porque a diferença é grande. Funciona bem para quem viaja sozinho ou em dupla e não tem pressa.
E o trem
Não existe um trem de passageiros que sirva de forma prática para chegar à cidade de Mendoza. Se a ideia de viajar de trem atrai você, consulte a empresa ferroviária estatal argentina para saber quais serviços em direção a Cuyo estão operando.
Pela Ruta Nacional 7
O caminho é um só: a Ruta Nacional 7, rodovia federal que cruza a província de Buenos Aires por Junín, passa por San Luis e entra em Mendoza. Tem pedágios e alterna trechos de autoestrada com trechos de pista simples. É também o corredor dos caminhões que vão para o Chile, então as ultrapassagens pedem paciência. É um dia inteiro ao volante; com crianças ou um único motorista, vale dividir em dois. O carro compensa se depois você pretende circular pela alta montanha com o mesmo veículo.
Onde entra o transfer privativo
Para uma ou duas pessoas que só precisam chegar, o avião é mais rápido e costuma compensar mais. Uma viagem por estrada com motorista se justifica quando um grupo quer ir junto, quando há bagagem volumosa ou animal de estimação, ou quando alguém não pode voar. As paradas são combinadas antes e a disponibilidade é confirmada na reserva.
O pedido mais frequente são as duas pontas: o transfer até o Aeroparque em Buenos Aires e um veículo com motorista no destino. As vinícolas ficam espalhadas entre Luján de Cuyo, Maipú e o Valle de Uco, longe umas das outras. Como visitá-las sem dirigir está no guia das rotas do vinho sem carro.