Muitos roteiros de brasileiros pela Argentina têm uma troca de aeroporto em Buenos Aires: chegada internacional por Ezeiza e voo doméstico pelo Aeroparque, ou o contrário. Entre os dois não existe ligação interna nem trem. Você entra no país, atravessa a região metropolitana pela autoestrada e faz um novo check-in. O tempo que importa é a soma de todas essas etapas, e não apenas o trajeto de carro.
As quatro etapas da conta
- Do pouso até a porta de saída. O avião taxia, você desembarca, passa pela imigração, espera as malas e passa pela alfândega. É a etapa menos previsível: depende de quantos voos chegaram na mesma hora.
- O trajeto entre os aeroportos. É feito pela autoestrada Riccheri e depois pela avenida General Paz ou pelas vias expressas que cortam a cidade. Há pedágios. No horário de pico, com chuva ou com um bloqueio, o tempo aumenta muito.
- O encerramento do check-in no segundo aeroporto. Cada companhia define até quando aceita passageiros e bagagem. Para um voo internacional, esse limite é mais cedo do que para um doméstico.
- A folga para um atraso do primeiro voo. É o que quase ninguém coloca na conta e o que mais derruba conexões.
O que deixa a conexão apertada
- Passagens compradas separadamente. Se você perder o segundo voo, a companhia não é obrigada a reacomodar. Com um bilhete único, pergunte à companhia qual intervalo ela exige e se a bagagem precisa ser despachada de novo.
- O sentido. Chegar por Ezeiza e seguir pelo Aeroparque inclui imigração e alfândega. No sentido contrário, o embarque internacional pede mais antecedência.
- O horário. Dias úteis de manhã e no fim da tarde concentram o trânsito.
- Bagagem e tamanho do grupo. Mais malas e mais pessoas significam mais tempo em cada passo.
Como fazer o trecho
- Táxi ou remis do balcão: contratado na saída; pode haver fila.
- Aplicativo: depende dos carros disponíveis e do ponto de embarque.
- Ônibus entre aeroportos: quando há serviço em operação, tem horários fixos; não serve para margem curta.
- Transfer privativo: o motorista espera com uma placa e conhece os dois horários. É o serviço descrito em transfer entre Ezeiza e Aeroparque.
Se o intervalo não for suficiente
Antes de comprar, veja se o segundo voo pode sair do mesmo aeroporto em que você chega: alguns voos domésticos operam em Ezeiza e alguns voos do Brasil chegam ao Aeroparque. Se não der, o caminho mais tranquilo é dormir uma noite em Buenos Aires e seguir no dia seguinte.