Levar o cachorro ou o gato na viagem pela tríplice fronteira é possível, mas o animal tem o seu próprio processo de saída e de entrada, separado do dos donos. As exigências dependem da espécie, dos países envolvidos e do sentido da viagem, e são definidas pelo serviço oficial de saúde animal de cada país. Este guia mostra como o assunto se organiza e o que perguntar. A consulta oficial continua sendo indispensável.
Regras de quem
No Brasil, na Argentina e no Paraguai, o trânsito de animais de estimação é assunto do órgão nacional de defesa agropecuária ou de saúde animal, e não da migração. Para a família brasileira, isso quer dizer que a viagem começa em casa: a saída do Brasil com o animal já tem as suas regras, e a volta é uma nova entrada. Um documento emitido para a ida pode não servir para o retorno ou ter um prazo de validade.
O que muda de um caso para outro
- A espécie. Cães e gatos têm o procedimento mais conhecido. Aves, roedores, répteis e outros animais seguem regras diferentes, e algumas espécies ficam sob normas de proteção da fauna.
- A idade. Filhotes muito novos podem ser um caso à parte.
- O trajeto. Cada país atravessado conta. Quem vai de Puerto Iguazú a Ciudad del Este por estrada passa pelo Brasil.
- A finalidade. Animal de companhia viajando com o dono é uma coisa; animal para venda ou criação é outra.
Do que essas regras tratam
Em linhas gerais, normas desse tipo cuidam de quatro pontos: a identificação do animal, o atestado de saúde dado por um veterinário, as vacinas e os tratamentos em dia e o prazo em que cada documento deve ser emitido. Em alguns casos, o atestado do veterinário particular precisa ser validado pelo serviço oficial. Não publicamos a lista aqui porque ela muda e é diferente em cada país.
Passo a passo
- Pergunte ao serviço de saúde animal do país de saída o que é exigido para sair.
- Confirme com a autoridade do país de destino, ou com o consulado, o que é exigido para entrar.
- Pergunte de forma explícita sobre a volta.
- Marque o veterinário com semanas de antecedência.
- Leve os originais à mão, e não no fundo da mala.
Como viajar com o animal
Ônibus de linha, muitos táxis e os aplicativos têm condições próprias para animais e muitas vezes não aceitam. Restam o carro próprio e o transfer privativo. Conosco, animais de estimação viajam com aviso prévio: na reserva, informe a espécie, o porte e se ele vai em caixa de transporte. Você pode pedir paradas no caminho. A região é quente e úmida em boa parte do ano, por isso leve água para o animal.
A documentação do animal é responsabilidade do dono. Se faltar um papel na fronteira, o motorista não consegue resolver. A disponibilidade da travessia e as condições são confirmadas na reserva. Veja os transfers entre a Argentina e o Brasil.