Os vilarejos da planície ao redor de Buenos Aires mostram uma Argentina que o turista quase nunca vê: ruas de terra, uma estação de trem antiga, armazéns de campo e mesas compridas para o almoço de domingo. São pequenos e se percorrem a pé. O difícil não é o que fazer, e sim como chegar e como voltar.
Quais são e o que cada um oferece
- San Antonio de Areco. Mais uma cidade pequena do que um vilarejo. Tradição do gaúcho argentino, ateliês de prataria, bares antigos chamados pulperías e museus. Em novembro acontece a festa do Día de la Tradición. Vale um pernoite.
- Carlos Keen. No município de Luján, em volta de uma antiga estação. O programa é almoçar. Combina com a basílica de Luján, centro de peregrinação.
- Tomás Jofré. No município de Mercedes. Poucas ruas e muitos restaurantes de campo com menu de várias etapas.
- Uribelarrea. No município de Cañuelas. Queijos, frios e cerveja artesanal em volta de uma praça.
- Capilla del Señor. Sede de Exaltación de la Cruz, com centro histórico para caminhar.
Quando ir
Sábados, domingos e feriados argentinos são os dias em que tudo abre e em que há mais movimento: no domingo ao meio-dia os restaurantes lotam e vale reservar mesa. Durante a semana o clima é calmo, mas muitos lugares fecham. Confirme com o restaurante ou o museu os dias de funcionamento.
Como chegar
- Ônibus. Há linhas de Buenos Aires para Areco, Luján, Mercedes e Cañuelas. Dessas cidades até os vilarejos, segue-se de remis, o táxi local por agência. Funciona, mas combine a volta: à tarde nem sempre há carro disponível.
- Carro alugado. É o mais usado e permite juntar dois vilarejos no mesmo dia. Alguém precisa dirigir depois do almoço, e no domingo à tarde as entradas da capital ficam carregadas.
- Passeio organizado. Existe principalmente para Areco, com horários e roteiro fixos.
- Transfer privativo. O motorista leva, espera e traz de volta, com paradas onde você quiser. Vale para um grupo que quer almoçar com vinho sem pensar na volta, para famílias com idosos ou crianças e para combinar dois vilarejos. Para uma pessoa sozinha que vai a Areco, o ônibus é uma opção razoável e mais econômica.
Alguns acessos são de terra e ficam difíceis depois da chuva: pergunte no lugar para onde você vai.
Como montar o dia
Escolha um vilarejo como base e, se sobrar tempo, inclua outro que fique no mesmo caminho. Reserve o almoço e diga a que horas quer voltar. Para grupos, uma minivan resolve; se preferir ter o veículo o dia inteiro sem horário fixo, veja o serviço de motorista por hora. Outras ideias estão no guia de escapadas de fim de semana.